Resolvi fazer um post definitivo resumindo tudo o que aconteceu desde o dia do exame até hoje. A angiorressonância deu apenas uma pericardite moderada (inflamação com acúmulo de líquido no pericárdio, camada que envolve o coração). No dia seguinte ao exame, recebi alta da UTI, mas eu continuava cansada e com febre. Quatro dias depois da alta (no sábado, 23 de junho de 2007), infartei novamente e desci pra UTI. Dessa vez foi tudo mais tranqüilo. Eu não tive parada e fiquei consciente o tempo todo.
Mas fiquei muito mal no dia seguinte, porque percebi que o tratamento não tinha funcionado. Foi então que entrou outro médico na história, um hematologista. Ele me passou muita confiança e, junto com meus outros médicos (um cardiologista, um infectologista e uma reumatologista), resolveu me dar um medicamento que se mostrou milagroso. Dois dias depois que já não tinha febre. Ficava com no máximo 37,5°, o que é apenas estado febril.
Saí da UTI no dia 28 de junho, quinta-feira. Nos outros dias que passei no hospital, alternava momentos de muita felicidade com momentos de extrema insegurança. A essa altura, eu já não conseguia andar direito. Perdi toda a minha massa muscular, além da debilidade cardíaca, mas fiz fisioterapia e contava com o apoio dos médicos e de toda a equipe de enfermagem, que eu adorava (e ainda adoro!). No dia 07/07/2007, um sábado, finalmente deixei o hospital.
As coisas não mudaram muito, mas estar em um ambiente familiar e que não tinha doenças por todo lado com certeza me faziam sentir melhor. Eu tive algumas crises de pânico, mas continuava com a psicóloga e, à medida que o tempo passava, fui ganhando confiança e ficando boa dessas coisas. Em outubro, mais ou menos, ela me deu alta e eu só voltei lá uma vez desde então.
No final de setembro, inciei a reabilitação cardíaca na Clínica do Exercício, no Instituto do Coração aqui de Natal. É uma academia normal, mas a assistência é muito melhor. Eles verificam a pressão, acompanham os batimentos cardíacos o tempo inteiro e são bastante atenciosos. Eu estou lá até hoje e, no horário que eu geralmente vou, tem cerca de sete, oito pessoas, para três e até quatro instrutores.
Hoje, eu estou ótima. Meus exames estão todos normais e meus remédios diminuíram de nove para três. Nem corticóide eu tomo mais. Apenas um para o controle do Lúpus e dois para o meu problema de coagulação: um anticoagulante e um antiagregante.
Apesar de já estar bem há algum tempo, só em julho voltei a sair de casa nos fins de semana com meus amigos. Antes os encontros eram muito esporádicos. Eu ficava o tempo inteiro dentro de casa e minhas sextas-feiras eram em frente ao computador. Sempre. Não sei como eu agüentava, mas ainda bem que agüentava, né! =P
É claro que eu poderia ter detalhado muito mais tudo isso, mas não estou com vontade de lembrar. Espero ter sanado todas as dúvidas de vocês, leitores. Se não, sintam-se à vontade para perguntar nos comentários. Até mais!

